
Há um conto de Machado de Assis chamado “Evolução” que se desenrola a partir de uma conversa a respeito de estradas de ferro no Brasil. Em particular sobre uma frase dita pelo personagem (e narrador), Inácio, que é o ponto central da trama:
“Eu comparo o Brasil a uma criança que está engatinhando; só começará a andar quando tiver muitas estradas de ferro.”
O conto foi publicado pela primeira vez em 1884, mas percebam que o desafio de avançar a malha ferroviária no Brasil continua atual. Avançar a malha ferroviária no país, além dos óbvios benefícios logísticos, traz ganhos do ponto de vista de emissão de GEE, ao evitar novas rodovias. Por isso, nós no FGVces nos lançamos a compreender as barreiras que dificultam a canalização de recursos privados para esses investimentos.
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Publicamos recentemente um relatório de pesquisa em que analisamos barreiras a serem superadas para maior canalização dos recursos privados para o setor ferroviário brasileiro. Dois desafios foram examinados:
– As barreiras que dificultam a atração de empresas locais e estrangeiras (investidores diretos) para projetos de construção e manutenção da infraestrutura ferroviária e operação de serviços de transporte ferroviário de carga no país;
– As barreiras que dificultam a atração de investidores institucionais do mercado de capitais, tanto nacionais como estrangeiros, para projetos e empresas do setor ferroviário no Brasil.
A publicação é parte do projeto “Fortalecendo a Implementação da Política Climática: Aprendizado Empírico Comparativo e Criação de Vínculo com o Financiamento Climático”, coordenado pelo Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW Berlim), que tem o objetivo de investigar como o financiamento climático internacional pode contribuir para a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinada (NDC) do Acordo de Paris globalmente e nos países parceiros.
O relatório pode ser lido aqui: http://gvces.com.br/barriers-to-attracting-direct-and-capital-market-investments-for-railway-infrastructure-in-brazil?locale=pt-br